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Resenha Colonialism: A Theoretical Overview (Princeton. N.J.: Markus Wiener Publishers, 2010, pp. 3-22.), Osterhammel, Jurgen.

Osterhammel é um historiador alemão Ph.D. em História Moderna pela  University of Kassel e seu foco de estudo tem sido nesta área  na temática do colonialismo. Na presente obra o autor promove o debate sobre a aplicação do conceito e aprofunda seu significado numa exposição esquemática do colonialismo como vários processos diferentes de expansão e dominação de grandes Impérios e principalmente na era moderna, sem deixar para trás as raízes do conceito estudado a seus exemplos na luz de sua construção. Esta resenha se limita aos capítulos 1 e 2 da obra supracitada e pretende apresentar uma síntese do exposto pelo autor de inclusive outros trabalhos reconhecidos como The Transformation of the World: A Global History of the Nineteenth Century (Princeton, NJ: Princeton University Press , 201), Globalization: A Short History (with Niels P. Petersson, Princeton 2005) ...

Política e Representatividade não vêm se encaixando.

Fim do período eleitoral, mas o prolema é que o fim na verdade se trata do início do processo político, pois é agora que os eleitores devem acompanhar os seus candidatos, hoje deputados, governadores e Presidenta. Ao que me parece o sistema está falido, pois está defasado e confuso, no mínimo, se fosse para colocar em outro extremo diria que vivemos uma nova república oligárquica, ou não são sempre as mesmas pessoas ou as mesmas famílias? Chego a esta conclusão ao ver uma reportagem do Jornal O dia: http://odia.ig.com.br/eleicoes2014/2014-10-31/clarissa-garotinho-organiza-a-oposicao-na-alerj.html, articulações na Alerj em busca de alinhamento com o governo federal (PT) contra a liderança da casa (PMDB) que também é partido do vice presidente. Simplesmente não faz sentido enxergar a política pelo viés dos partidos, há ainda as correntes ideológicas, mas cada vez mais se encontram no indivíduo e não no partido, a população têm se tornado tão plural que não consegue se enquadrar em ...

Acesso ao Futuro - Déjà vu

Não é por falta de pauta, ainda mais aqui na minha terra o que não falta algo interessante para discorrer, mas estranhamente não me sinto muito confortável com a ideia de escrever sobre coisas que não possuo muito domínio, principalmente em um meio tão potente quanto à internet. Assim, dividir alguns pensamentos é complicado mais de minha parte do que em relação a demanda de debates que existem, enfim eu confesso que dificulto as coisas, mas de vez em quando aparecem alguns assuntos que acho interessante e falta pares para conversar a respeito. Neste mês de Outubro fui apresentado ao trabalho de Paul Ricoeur, filósofo francês, em seu livro: A Memória, A História, O Esquecimento, editora unicamp, o autor propõe um debate da memória para o usufruto da História, mas não tão simples assim a análise transcorre sobre uma historiografia do debate do conceito de memória que remete aos diálogos socráticos até o período moderno nas ciências psicológicas. A despeito da busca da verdade, a memória...

Legados

                    Acabou a copa e a consciência aos poucos vai tomando o seu lugar. Após a sessão do circo do futebol teremos pela frente outro circo: as eleições. E qual é o legado que temos para tocar a vida para frente? Nenhum. Não me venham me dizer do potencial turístico, das obras de engenharia, da pavimentação ou das melhorias de transporte, pois além de acha-los todos pífios o índice que me orienta para concluir que não tivemos legado nenhum é simplesmente o seguinte: "minha vida, como brasileiro, não melhorou um milímetro".  A minha culpa nisso provavelmente se dá pela omissão, pois é mais fácil tocar minha vida pacata em plena juventude do que pensar coletivamente e enxergar os problemas  sociais que nos aflige.  Não, não sou brasileiro com muito orgulho e nem muito  amor, pois cada dia me enojo com o descaso na administração da saúde pública, da educação e da segurança (também conhecidos como a san...

Retomar

                   Como prometi retorno ao meu cantinho de pitacos para compartilhar meus pensamentos e discutir sobre o nosso cenário contemporâneo, em todos os assuntos quanto possível, e por que não? Dos assuntos que julgamos históricos. E para retomar preciso dividir minhas impressões quanto ao nosso junho... Criamos tanta expectativa, não é verdade? Muitos acreditaram firmemente em mudança radical no país, afinal a política finalmente estava tomando sua importância em detrimento da bola, é eu sei, me entusiasmei também, mas com bom ânimo consigo enxergar pelo menos um ponto positivo, demonstramos que temos sim interesse, talvez não coragem (ninguém me tira da cabeça que nosso medo coletivo é herança do coronelismo e da ditadura), mas esperança de que um dia poderemos madurar como povo. Não sei você, mas fiquei impressionado no quanto debatemos cada assunto com o objetivo final sumariamente concluído e unanimente...

Quem está me ligando?

Sabe quando você está em casa distraído assistindo a algum filme, ou em uma condução, ou ainda dormindo e derrepente seu celular toca? Até aí tudo parte da rotina, mas ao observar o horário incomum e o prefixo do numero referente a um estado em que você não conhece ninguém começa o susto. Tirando os candidatos de a uma vaga de emprego que têm suas esperanças renovadas ao perceber que alguém se lembrou dele, normalmente a tendência é o sentimento de incômodo com a chamada importuna, sem contar as possibilidades de ser trote, ou mais um daqueles telefonemas oriundos de presídios simulando um sequestro de algum parente. Então, depois de conjecturar tudo isso em segundos (tempo do toque do celular e da percepção do numero) finalmente atende-se o aparelho para ter uma outra surpresa (na maioria dos casos) o outro lado da linha está mudo! "Que absurdo! Ligar a esta hora, ou justamente neste momento e ainda por cima ficar mudo?!" Mas afinal quem foi que ligou? A um tempo atrás os ...